Investir seu FGTS em energia solar vale muito a pena. Continue lendo e você vai entender.

O Governo Federal divulgou nessa semana o calendário de pagamento dos recursos das contas inativas do FGTS. São 43 bilhões de reais que se encontram em quase cinquenta milhões de contas, pertencentes a 30 milhões de pessoas. São números impressionantes!

Veja se você tem algo a receber

Você pode conferir se tem algum saldo a receber no site da Caixa.

Sem sombra de duvida, um dos usos mais inteligentes para este dinheiro, que veio em boa hora, é pensar no futuro. Quanto você trabalhou e a empresa que o empregava recolheu esse dinheiro, a ideia era justamente protegê-lo de chuvas e trovoadas ao longo da vida, dai a denominação de Fundo de Garantia. Uma pesquisa da Letras & Lucros nas redes sociais mostra que 48% dos brasileiros que têm recursos nas contas inativas do FGTS vão mesmo é investir esse dinheiro extra.

Então que tal manter esses recursos como sua garantia futura, mas agora de uma forma mais rentável?

Neste artigo vamos listar e comparar algumas possíveis aplicações para quem vai usar esse dinheiro para isso.
O Instituto Assaf publicou uma tabela da rentabilidade das principais aplicações financeiras no Brasil nos últimos 10 anos. Veja a tabela:

 

 

Os investimentos com rentabilidade real negativa são os que perderam para inflação do período, notadamente a Bolsa e o dólar. O destaque ficou com os títulos públicos, que financiam a máquina governamental.

Energia solar é investimento!

Além das modalidades listadas na tabela, uma outra forma de pensar no futuro e investir os recursos do FGTS é adquirir um sistema de energia solar fotovoltaica para a sua residência.

Este sistema vai reduzir os seus gastos gerando energia que será consumida instantaneamente pelos aparelhos e iluminação da residência, além de ser injetada na rede em momentos de baixo consumo, para ser recuperada posteriormente em forma de créditos.

Como exercício de pensamento, vamos calcular a “rentabilidade” de um investimento em energia solar e ver como ele se enquadraria na tabela do Instituto Assaf. Quando você instala um sistema de energia solar na sua residência, passa a economizar o valor correspondente a energia gerada pelo seu sistema, calculado utilizando a tarifa que você paga a distribuidora por kWh consumido.

Por exemplo, uma produção de energia anual de 5000 kWh em uma residência com uma tarifa de R$ 0,85 por kWh geraria uma economia anual de R$ 4.250.

Vamos imaginar que você adquiriu um sistema de energia solar, com uma potência de 3,12 kW, a um preço de R$ 30.000. Estes são números representativos do mercado atual. A rentabilidade desse investimento corresponde ao lucro líquido total em relação ao capital investido.

Utilizando dados de insolação média do território brasileiro, o sistema do exemplo produzirá em média 4221 kWh por ano!

Agora para termos bases comuns de comparação consideraremos que haverá um aumento médio das tarifas de energia nos próximos dez anos igual ao que foi observado nos últimos dez, o mesmo período que consta da tabela do Instituto Assaf. Segundo o índice IPCA, calculado pelo IBGE, as tarifas residenciais de energia elétrica tiveram um aumento de 47% no período, com uma média anual de 4% e as seguintes variações:

Na tabela, observamos em 2013 o efeito da medida provisória 579/2012, que antecipou o vencimento das concessões de distribuidoras em troca de reduções em tarifas. Nos anos seguintes (2014 e 2015) vieram os efeitos dessa medida e da crise hídrica, com o chamado “tarifaço” de energia elétrica.

Estamos falando de uma economia de R$47.717,00 em 10 anos

Utilizando uma projeção de aumento anual de 4% das tarifas, adquirindo o sistema fotovoltaico de R$ 30.000 do exemplo, você economizaria R$ 47.717,00 em contas de energia em dez anos, correspondendo a uma rentabilidade nominal de 159% e real (descontada a inflação dos últimos dez anos, suposta mantida nos próximos dez) de 41,5%.

O investimento em energia solar teria uma rentabilidade quase igual a do CDB e ganharia da poupança, imóveis, dólar e bolsa, mas perderia para o ouro, renda fixa e título público

Diferenciais do investimento em energia solar em relação a aplicação direta no mercado financeiro:

  • A energia solar tem liquidez imediata, isto é, você começa a ganhar imediatamente. Isto não ocorre com o CDB, renda fixa ou título público, onde as taxas da tabela são obtidas somente em prazos mais longos;
  • Gerando sua própria energia você poderá dar mais conforto a sua família, por exemplo usando mais o seu ar condicionado ou o seu chuveiro elétrico;
  • Se instalar um sistema com backup de baterias, não sofrerá mais o desconforto causado pelos “apagões”;
  • O sistema de energia solar gera energia por 25 a 30 anos, tempo pelo qual você irá se livrar da preocupação com os aumentos das tarifas, por exemplo do tarifaço de 51% em 2015;
  • Usando energia solar você contribui com a sustentabilidade ambiental do planeta, reduzindo as emissões de carbono.

Convém lembrar que, em nossa comparação, presumimos que as taxas de rentabilidade dos investimentos no mercado financeiro e as de reajuste das tarifas de energia observadas nos últimos dez anos vão se repetir nos próximos dez. Não vamos aqui entrar nesse perigoso exercício de futurologia, mas nos parece que, no lado do mercado financeiro, o pais está entrando agora num ciclo de queda de juros, e no lado das tarifas de energia, a intervenção estatal (que criou a redução artificial de 2013 bem como o tarifaço que se seguiu) tende a ser cada vez menor.

Oferta x Demanda

Os preços então passarão a ser definidos pelo balanço entre oferta e demanda, e o crescimento econômico certamente aumentará esta última. Por exemplo, se o aumento médio das tarifas de energia for de 8%, em vez de 4% ao ano, o investimento em energia solar teria uma rentabilidade nominal de 199% e real de 63,2%, levando esta modalidade a ser mais rentável que todos os investimentos, exceto os títulos públicos, que alem da restrição de liquidez deverá ter menor remuneração nos próximos anos.

Aposentadoria sem surpresas

Para uma aposentadoria tranquila e sem sobressaltos financeiros, tão importante quanto ter uma previdência é tornar a sua vida mais barata no futuro, já que é justamente nessa fase da vida que a renda familiar se reduz. O investimento em energia solar remove um dos maiores custos fixos do orçamento familiar, as contas de energia. Então aproveite a oportunidade da liberação das contas inativas do FGTS e aplique o saldo em energia solar!